O exercício físico protege contra a Alzheimer. Como?

Estudo publicado na “Nature Medicine”

19 fevereiro 2019
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Um estudo conseguiu desvendar a forma através da qual a prática de exercício físico protege contra a doença de Alzheimer.
 
A atividade física faz melhorar a memória. Há estudos que sugerem ainda que o exercício físico pode reduzir o risco de se desenvolver Alzheimer, mas não se sabia qual o mecanismo subjacente.
 
Efetuado por uma equipa de investigadores coliderada por Ottavio Arancio, da Universidade de Columbia e do Instituto Taub para a Investigação sobre a Doença de Alzheimer e do Cérebro em Envelhecimento, EUA, o estudo apurou que a atividade física faz produzir uma hormona conhecida como irisina, que pode melhorar a memória e oferecer proteção contra aquela doença neurodegenerativa.
 
A equipa usou amostras de tecido cerebral e descobriu que a irisina se encontrava presente no hipocampo humano.
 
Para descobrir o efeito da irisina no cérebro, a equipa conduziu ensaios clínicos sobre ratinhos. Foi observado que a irisina protegia as sinapses no cérebro e a memória dos ratinhos. 
 
Os investigadores decidiram então desativar a hormona no hipocampo de ratinhos saudáveis e como resultado as sinapses e a memória dos roedores ficaram mais fracas. O inverso, ou seja, o aumento dos níveis de irisina no cérebro fez melhorar a saúde cerebral dos animais.
 
Seguidamente, para testar o efeito do exercício físico sobre o cérebro, a equipa pôs ratinhos a nadar quase todos os dias durante cinco semanas. Consequentemente, os roedores não desenvolveram incapacidade na memória, apesar de receberem infusões de proteína beta-amiloide, que está implicada nos problemas de memória verificados na Alzheimer.
 
O bloqueio da irisina fez anular os efeitos benéficos da natação observados. Efetivamente, os ratinhos que nadavam e tinham recebido fármacos que bloqueavam a irisina por completo não tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que os animais sedentários após receberem infusões de beta-amiloide.
 
A equipa conclui que estes achados demonstram que a irisina poderá ser empregue em novos tratamentos para prevenir ou tratar a demência em humanos. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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