Novo paradigma no desenvolvimento de fármacos

Estudo publicado na “Molecular Cell”

10 setembro 2019
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Investigadores do Centro de Investigação de Medicina Molecular da Academia de Ciências Austríaca descobriram um método de atingir algumas moléculas causadoras de cancro, até agora inacessíveis.
 
Os fármacos atuais atuam como inibidores, atacando as proteínas relevantes que causam o cancro. Contudo, apenas cerca de 20% das proteínas são alcançáveis quimicamente.
 
A Degradação Seletiva de Proteínas (TPD na sigla em inglês) é uma nova abordagem no desenvolvimento de novos fármacos, que consiste em pequenas moléculas “degradadoras” que induzem a degradação de proteínas, redirecionando as ligases de ubiquitina E3 para a proteína que queremos eliminar.
 
Este método existe naturalmente no nosso corpo, o proteassoma, sendo um mecanismo em que o organismo procura e destrói as proteínas danificadas.
 
Os investigadores focaram-se em identificar e entender este procedimento. “Selecionámos um grupo de 5 ‘degradadores’ que atacam diferentes ligases da ubiquitina E3 para degradar proteínas de relevância clínica” explica Cristina Mayor-Ruiz, autora principal.
 
A equipa conseguiu, com esta análise, identificar os reguladores de proteassoma centrais como essenciais para a eficácia dos “degradadores”.
 
“Quando essas proteínas são perturbadas, as ligases de ubiquitina E3 perdem a capacidade de se fixar ou desconectar, em resposta às necessidades da célula e começam a marcar-se a elas próprias para destruição. Como consequência, os fármacos ‘degradadores’ atuais não conseguem destabilizar as proteínas selecionadas e são incapazes de bloquear o crescimento da célula cancerígena”, conclui Martin Jaeger, investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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