Mieloma múltiplo: composto pode combater resistência farmacológica
Estudo publicado na revista “Leukemia”
02 novembro 2018
Uma equipa de investigadores descobriu um composto que faz aumentar a eficácia dos inibidores de proteassomas, os quais constituem o tratamento convencional do mieloma múltiplo.
A descoberta, que foi feita em âmbito de cultura celular e em modelos pré-clínicos, necessita agora de ser validada em humanos.
A maioria dos pacientes com mieloma múltiplo acaba por desenvolver resistência aos inibidores de proteassomas. Os investigadores da Faculdade de Medicina da Carolina do Sul, EUA, consideram que o composto poderá ajudar a combater a resistência aos inibidores de proteassomas, se atuar em conjunto com os mesmos.
Para o estudo, os investigadores liderados por Nathan Dollof analisaram milhares de compostos, com o intuito de identificarem um que pudesse ser combinado com os inibidores de proteassomas, criando uma sinergia que exterminasse as células de mieloma resistentes aos inibidores de proteassomas.
A equipa conseguiu então identificar uma molécula, conhecida como E61, que amplificou os efeitos de diversos inibidores de proteassomas sobre células resistentes de mieloma múltiplo.
Foi ainda observado algo interessante: o composto não exterminou células normais, o que demonstra o caráter seletivo ao atuar apenas sobre as células cancerígenas.
Isoladamente ou em combinação com o fármaco bortezomib, um inibidor de proteassomas, a molécula E61 demonstrou também prolongar significativamente a sobrevivência média dos ratinhos, um facto que os investigadores consideram admirável, dado que não tinha sido ainda modificada quimicamente.
“Um dos aspetos mais interessantes do nosso estudo foi demonstrar que o composto atua em combinação com os IP [inibidores de proteassomas], ‘in vivo’”, afirmou Reeder M. Robinson, primeiro autor do estudo.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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