Infarmed recebeu mais 16% de pedidos para ensaios clínicos em 2018 face a 2017

Aumento representa “um máximo histórico”

06 março 2019
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O Infarmed recebeu 159 pedidos para realização de ensaios clínicos em 2018, tendo autorizado 141, mais 16% face ao ano anterior.
 
Este aumento representa “um máximo histórico” apenas atingido em 2006 quando houve 160 ensaios, disse à agência Lusa Sofia Oliveira Martins, do conselho diretivo do Infarmed.
 
A partir de 2006, houve uma quebra forte, nomeadamente durante os anos da “troika”. Em 2011 foram apenas submetidos 88 ensaios clínicos, estudos destinados a descobrir ou verificar os efeitos de um ou mais medicamentos experimentais.
 
Nos últimos anos, o número de estudo voltou a subir lentamente. “Em 2017 já se tinha notado uma subida e em 2018 houve claramente uma retoma que estamos a notar também em 2019”, adiantou.
 
Sofia Oliveira Martins apontou como fatores para esta retoma o facto de os hospitais estarem cada vez mais organizados e apetrechados para acolher estes estudos e a entrada em Portugal de duas empresas que desenvolvem essencialmente ensaios de “fase 1” com indivíduos saudáveis.
 
Os estudos decorrem essencialmente no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e nos centros hospitalares de Lisboa Norte (Hospital De Santa Maria) e de Lisboa Ocidental (Hospital de Egas Moniz) e no Centro Hospitalar de S. João, no Porto.
 
As áreas terapêuticas mais abrangidas são a oncologia, a neurologia e os anti-infeciosos, essencialmente antivíricos (VIH, hepatite C), “a área em que está a haver grandes avanços terapêuticos” e onde há mais registos de ensaios clínicos em Portugal.
 
Sobre o número de pessoas envolvidas em ensaios clínicos em 2018, Sofia Oliveira Martins disse que as estimativas apontam para um intervalo entre 2.300 e 2.500 doentes.
 
Destacou ainda as vantagens da realização dos ensaios clínicos para os doentes, que passam a ter acesso a mais uma opção terapêutica em doenças vitais, para o país e para os profissionais de saúde.
 
De acordo com Sofia Oliveira Martins, esta é uma área com “um potencial tremendo em Portugal”, havendo ainda “muita margem” para a continuar a desenvolver.
 
“Temos muitas instituições hospitalares que já estão a organizar-se de forma profissional para acolher ensaios clínicos, mas temos muitos outros centros hospitalares onde a atividade ainda é muito marginal”, sublinhou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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