Historial de doença mental pode diminuir sobrevivência ao cancro

Estudo publicado na “British Journal of Cancer”

12 março 2019
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Um novo estudo indicou que os pacientes com cancro que tenham tido problemas mentais antes do diagnóstico do carcinoma podem ser mais propensos a morrer devido à doença.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Toronto, Canadá, o estudo analisou 676.125 pacientes diagnosticados com um dos 10 cancros mais comuns em Ontário: próstata, mama, cólon, melanoma, bexiga, tiroide, pulmão, rim, endométrio e oral. 
 
Quase metade dos pacientes tinham recebido uma avaliação psiquiátrica antes do diagnóstico de cancro. 7.901 pacientes tinham sido tratados nas urgências e 4.200 tinham sido hospitalizados devido a problemas mentais durante os cinco anos que tinham precedido o diagnóstico de cancro. 
 
Como resultado, os investigadores apuraram que quanto maior tinha sido o nível de ajuda psiquiátrica recebido, maior o risco de morte por cancro.
 
Efetivamente, em relação aos pacientes com cancro que nunca tinha recebido ajuda psiquiátrica antes do diagnóstico, aqueles que tinham consultado o seu médico de família devido à sua saúde mental eram 5% mais propensos a morrerem do cancro. Contudo, a propensão de morte por cancro tinha aumentado 36% nos pacientes que tinham sido tratados nas urgências e 73% nos que tinham sido hospitalizados por doença mental.
 
Perante os resultados, os investigadores do estudo especulam que o stress sofrido com os problemas mentais poderá afetar os sistemas biológicos do organismo.
 
“Pensamos que isto significa que a saúde mental poderá ter uma maior influência sobre os resultados do cancro do que se achava anteriormente. A depressão maior e o stress podem afetar os sistemas de vigilância do sistema imunitário do organismo, afetando, com efeito, a capacidade de detetar e combater o cancro”, concluiu Zachary Klaassen, investigador que liderou o estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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