Gordura na cinta e ancas traz maior risco de enfarte do miocárdio em mulheres

Estudo publicado na “Journal of the American Heart Association”

05 março 2018
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Um estudo recente descobriu que um perímetro abdominal e da cintura mais elevado está mais fortemente associado a ataque agudo do miocárdio do que a obesidade em geral, especialmente nas mulheres. 
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Sanne Peters, investigadora em Epidemiologia do Instituto George para a Saúde Global, da Universidade de Oxford, Reino Unido, contou com a participação de quase 500.000 indivíduos adultos, com idades compreendidas entre os 40 e os 69 anos de idade, do Reino Unido. 
 
Os participantes não possuíam historial de doenças cardiovasculares no início do estudo e foram seguidos durante cerca de sete anos. Durante aquele período foram registados 5.710 casos de ataque agudo do miocárdio.
 
Foi observado que apesar de a obesidade em geral e a obesidade especificamente à volta da região do abdómen exercer efeitos negativos profundos sobre o risco de enfarte agudo do miocárdio em ambos os sexos, o impacto negativo cardiovascular devido a um maior perímetro da cintura e maior rácio cintura-ancas, afetava geralmente mais as mulheres.
 
Segundo os investigadores, este estudo sugere que as diferenças na quantidade e distribuição do tecido adiposo não resulta somente em diferenças na forma do corpo entre homens e mulheres, mas também poderá exercer um impacto diferente do risco de ataque agudo do miocárdio numa fase posterior da vida.
 
“Os nossos achados suportam a noção que a existência proporcional de mais gordura à volta do abdómen (uma característica do formato de maçã) parece ser mais prejudicial do que a gordura visceral que se encontra geralmente armazenada à volta das ancas (ex.: o formato de pera)”, concluiu a autora principal do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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