Finalmente uma “vacina” contra o cancro?

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

11 abril 2019
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Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova abordagem à imunoterapia contra o cancro que consiste em ensinar o sistema imunitário a destruir tumores, assim como as demais células cancerígenas no organismo. 
 
O inovador tratamento, que consegue transformar os tumores em fábricas de vacinas contra o cancro, foi desenvolvido por investigadores da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova Iorque, EUA, e demonstrou um ótimo desempenho em cancro em estado avançado.
 
Segundo os investigadores, o tratamento consiste numa série de estimulantes imunitários que são injetados diretamente num tumor.
 
O primeiro estimulante recruta células dendríticas, que são importantes células imunitárias que atuam como uma espécie de generais do batalhão imunitário. 
 
O segundo estimulante ativa as células dendríticas, que por sua vez instruem os linfócitos T, que atuam como soldados do sistema imunitário, para exterminarem as células cancerígenas, poupando as células não-cancerígenas.
 
Este batalhão imunitário aprende a reconhecer as características das células cancerígenas, podendo assim procurá-las e destruí-las em todo o organismo. O tumor é assim transformado numa autêntica fábrica de vacinas contra o cancro.
 
Segundo Joshua Brody, investigador que liderou o estudo, esta vacina administrada no próprio tumor poderá ser aplicada em múltiplos tipos de cancro e ainda aumentar o sucesso de outras imunoterapias como o “checkpoint” imunológico.
 
A vacina foi testada em 11 pacientes com linfoma em estádio avançado. Como resultado, alguns pacientes entraram em remissão completa, que durou vários meses ou anos.
 
A próxima fase é o ensaio do tratamento em pacientes com cancro da cabeça e pescoço, cancro da mama e linfoma.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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