Excesso de peso aos 60 anos associado a atrofia cerebral anos depois

Estudo publicado na “Neurology”

19 agosto 2019
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As pessoas que possuem um perímetro abdominal e um índice de massa corporal (IMC) mais elevados entre os 60 e os 70 anos de idade poderão evidenciar mais sinais de envelhecimento cerebral anos mais tarde, indicou um novo estudo.
 
O estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Escola de Medicina Miller da Universidade de Miami, nos EUA, sugere que aqueles fatores poderão acelerar o envelhecimento do cérebro em pelo menos uma década.
 
Para a sua investigação, a equipa contou com a participação de 1.289 pessoas com uma média de idades de 64 anos. No início do estudo foram medidos o perímetro abdominal e IMC dos participantes.
 
Cerca de seis anos mais tarde, os participantes foram submetidos a exames de imagem por ressonância magnética para medir a espessura da área do córtex cerebral, volume geral do cérebro e outros fatores.
 
346 dos participantes apresentavam um IMC inferior a 25 (considerado peso normal), 571 tinham um IMC de 25 a 30 (considerado excesso de peso) e 372 tinham um IMC de 30 ou mais (considerado obesidade). 
 
Foi apurado que um IMC mais elevado foi associado a um córtex cerebral menos espesso, o que se verificou mesmo após terem sido considerados outros fatores que podiam afetar o córtex como tensão arterial, fumar e consumo de álcool. 
 
Nas pessoas obesas, cada aumento de uma unidade no IMC foi associado a um córtex com uma espessura 0.098 milímetros menor e nas pessoas obesas a espessura era 0,207 menor. O perímetro abdominal mais elevado foi também associado a um córtex cerebral menos espesso, mesmo considerando outros fatores. 
 
O córtex cerebral com uma espessura inferior poderá aumentar o risco da doença de Alzheimer. 
“Em adultos com um envelhecimento normal, a taxa de perda de espessura do manto cortical é de entre 0,01 e 0,10 mm por década e os nossos resultados indicariam que ter excesso de peso ou ser obeso poderá acelerar o envelhecimento do cérebro em pelo menos uma década”, confirmou Tatjana Rundek, autora do estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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