Estaremos mais próximos de prevenir o AVC e a demência?

Estudo publicado na revista “EClinicalMedicine”

30 abril 2019
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Um novo estudo pode ter contribuído para estarmos mais próximos de tratamentos que evitem a recorrência de tipos de acidente vascular cerebral (AVC) e de demência causados por danos em pequenos vasos sanguíneos no cérebro.
 
Com efeito, o estudo conduzido por investigadores liderados pela Universidade de Edimburgo e Universidade de Nottingham, ambas no Reino Unido, testou o efeito de dois fármacos existentes conhecidos como cilostazol e mononitrato de isossorbido sobre o tratamento do AVC e da demência vascular.
 
Os fármacos cilostazol e mononitrato de isossorbido são usados no tratamento de doenças como a angina e doenças cardíacas.
 
Para o ensaio, os investigadores recrutaram 57 pacientes que tinham sofrido um AVC causado por vasos sanguíneos danificados, conhecido como AVC lacunar.
 
Os participantes receberam os fármacos, isoladamente ou em combinação, durante um período de nove semanas para além dos tratamentos convencionais para a prevenção de AVC posteriores.
 
Adicionalmente, responderam a questionários de saúde, receberam verificações regulares da tensão arterial, fizeram análises ao sangue e exames ao cérebro.
 
Os resultados sugerem que o cilostazol e o mononitrato de isossorbido são de uso seguro em pacientes com AVC, tanto tomados isoladamente como combinados, pelo menos a curto prazo. 
 
A equipa observou ainda sinais de melhoria na função dos vasos sanguíneos nos braços e cérebro dos pacientes, e ainda nas capacidades de raciocínio. Contudo, a equipa considera necessários mais estudos.
 
James Pickett, director de investigação da Sociedade da Alzheimer, no Reino Unido demonstrou-se muito satisfeito com os resultados: “não surgia um novo fármaco para a demência desde há 15 anos, pelo que encontrar evidência de como estes fármacos baratos existentes podem prevenir a demência após um AVC, seria um enorme avanço”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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