Erradicar a malária é possível até 2050

Maior investimento em investigação e prevenção podem eliminar a doença

10 setembro 2019
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"Um futuro livre de malária [...] pode ser alcançado tão cedo como 2050", revela o estudo pela comissão para a malária da revista científica The Lancet, da autoria de 41 dos principais especialistas mundiais em malária, ciências biomédicas, economia e políticas de saúde.
 
O estudo sintetiza as evidências científicas, combinando-as com novas análises epidemiológicas e financeiras que demonstram que, com as ferramentas e estratégias certas e o financiamento adequado, a erradicação da doença é possível no espaço de uma geração.
 
Os especialistas identificam três medidas para acelerar o declínio dos casos de malária a nível mundial, incluindo um aumento anual de cerca de dois mil milhões de dólares (perto de 1,8 mil milhões de euros).
 
Melhorar a gestão e implementação dos atuais programas de controlo da malária e fazer um uso mais eficiente das atuais ferramentas; desenvolver ferramentas inovadoras que permitam ultrapassar os desafios biológicos da erradicação e disponibilização, por parte dos países onde a malária é endémica, de investimento financeiro adequado, são as propostas dos especialistas.
 
Desde 2000, a incidência da malária e a taxa de mortalidade a nível global caíram 36 e 60 por cento, respetivamente, tendo-se registado igualmente um aumento do investimento na prevenção e tratamento da doença, que em 2016 ascendeu a 4,3 mil milhões de dólares (cerca de 3,9 mil milhões de euros).
 
Hoje, mais de metade dos países do mundo estão livres de malária.
 
Os casos de malária aumentaram em 55 países em África, Ásia e América Latina e crescem as preocupações com a resistência dos mosquitos responsáveis pela transmissão (vetores) aos atuais inseticidas e medicamentos.
 
A maioria dos novos casos de malária surgem em apenas 29 países, que são responsáveis por 85% das mortes registadas em 2017.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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