Doença inflamatória intestinal pode aumentar risco de Parkinson

Estudo publicado na revista “Gut”

29 maio 2018
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Um novo estudo estabeleceu uma associação entre a doença inflamatória intestinal (DII) e um risco mais elevado de se desenvolver doença de Parkinson.
 
O estudo dinamarquês que teve a duração de 37 anos, foi conduzido por uma equipa de investigadores do Laboratório de Investigação em Estereologia e Neurociências no Hospital Bispebjerg e Frederiksberg em Copenhague e apurou um aumento de 22% no risco de Parkinson naquela população.
 
O achado deste estudo suporta a teoria do eixo intestinos-cérebro, em que tudo o que entra no trato gastrointestinal afeta o sistema nervoso central.
 
Os investigadores disseram no artigo que acompanhou o seu estudo que surgem disfunções no trato gastrointestinal na fase inicial da Parkinson, contribuindo de forma significativa para as complicações relacionadas com a doença.
 
Para o estudo, a equipa propôs-se investigar a possível relação entre a DII e o risco do desenvolvimento de Parkinson ou atrofia multissistémica (AMS). Para o efeito, os investigadores identificaram e seguiram 76.477 pacientes com DII, diagnosticados entre 1977 e 2014, e mais de 7,5 milhões sem DII.
 
Os 37 anos de acompanhamento, que tiveram início no dia do diagnóstico e terminaram com a ocorrência de Parkinson ou AMS, foram determinados a partir do registo nacional de pacientes dinamarquês.
 
O estudo revelou um aumento de 22% no risco de Parkinson nos pacientes com DII, em comparação com indivíduos sem DII. Este aumento não foi influenciado pelo sexo, idade na altura do diagnóstico de DII ou período de acompanhamento. Foi detetado um risco ligeiramente maior de indivíduos com colite ulcerosa em relação aos que tinham doença de Crohn.
 
Relativamente à AMS, o risco de Parkinson foi 41% maior nos indivíduos com DII em relação aos sem DII, mas esta comparação foi baseada numa incidência muito baixa de AMS.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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