Descoberto contraste mais seguro para as ressonâncias magnéticas

Estudo publicado na revista “Investigative Radiology”

03 setembro 2019
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Investigadores do Hospital Geral de Massachusetts, EUA, desenvolveram um contraste para as ressonâncias magnéticas possivelmente mais seguro.
 
O atual método de contraste utiliza agentes à base de gadolínio, mas têm surgido preocupações quanto ao seu uso a longo prazo devido à sua natureza metálica. Foi determinado em 2007 que estes agentes provocam fibrose sistémica nefrogénica em doentes com doenças nos rins.
 
A equipa revela que um agente à base de manganês oferece melhor realce e relevo do tumor e é mais seguro que o gadolínio, pois é eliminado mais rápida e eficazmente.
 
A peça chave desta descoberta é que o manganês está fortemente conectado a um quelante que evita que este agente interaja com células ou proteínas de forma danosa, para além de permitir que seja rapidamente expulso pelo corpo depois do exame.
 
Peter Caravan, um dos autores, explica que “sem um quelante suficientemente forte o manganês será absorvido pelo fígado e permanecerá no corpo”.
 
Para o estudo, a equipa comparou a eficácia na deteção de tumores do seu novo contraste com duas observações usando o contraste atualmente usado, em ratos com cancro da mama e cancro metastático do fígado.
 
Concluíram que o método por si descoberto oferecia um realce comparável ao contraste atualmente usado e que, ao analisar a excreção e eliminação pelos ratos, o contraste à base de manganês foi completamente eliminado, ao contrário do gadolínio.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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