Criado exame não invasivo para diagnóstico de doenças cardíacas

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

03 junho 2019
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Uma equipa internacional de investigadores demonstrou que a ressonância magnética (RM) pode ser usada para medir o uso do oxigénio pelo coração em pacientes saudáveis e com doenças cardíacas.
 
A redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco constitui a principal causa de morte no mundo ocidental. Os exames atualmente disponíveis para medir o fluxo sanguíneo para o coração exigem a injeção de agentes químicos radioativos ou de contraste que alteram o sinal da RM para detetar a presença de doenças.
 
Contudo, além de apresentarem alguns riscos, estes métodos não são recomendados em muitos pacientes.
 
Segundo os investigadores deste estudo, o novo método, denominado RM funcional cardíaca não requer agulhas ou químicos injetados no corpo, eliminando assim potenciais riscos e podendo ser usado em todos os pacientes. A RM funcional cardíaca foi testada com sucesso num modelo pré-clínico.
 
A exposição repetida a dióxido de carbono é usada para testar a eficácia dos vasos sanguíneos do coração em fornecerem oxigénio ao músculo. Uma máquina para respirar altera a concentração do dióxido de carbono no sangue. Esta alteração deverá resultar noutra alteração no fluxo sanguíneo para o coração, mastal não acontece no caso de doença. A RM funcional cardíaca deteta essas alterações com precisão. 
 
Rohan Dharmakumar, líder do projeto, comentou os novos achados: “abrimos a porta a uma nova era e forma totalmente nova de efetuar testes de esforço cardíaco para identificar pacientes com cardiopatia isquémica”.
 
“Esta abordagem ultrapassa as limitações de todos os métodos de diagnóstico atuais – não haverá mais necessidade de injeções ou de testes de esforço físico, como correr em passadeiras”, acrescentou o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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