Atividade física nos idosos pode proteger cérebro da demência

Estudo publicado na “Neurology”

23 janeiro 2019
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Um novo estudo apurou que os idosos que se movimentam mais do que a média, tanto a praticar exercício físico como tarefas domésticas, poderão proteger a memória e raciocínio.
 
Conduzido por investigadores do Centro Médico da Universidade Rush, EUA, o estudo demonstrou que uma maior atividade física pode ajudar a manter a capacidade cognitiva dos idosos quando já existem sinais de Alzheimer no cérebro.
 
O estudo contou com a participação de 454 adultos mais velhos que concordaram em doar os seus cérebros para fins de investigação após a morte, que ocorreu em média aos 91 anos de idade. 
 
191 dos participantes tinham demência e 263 não tinham. Os investigadores deram exames físicos e testes de memória e de raciocínio aos participantes todos os anos, ao longo de um período de 20 anos. 
 
Dois anos em média antes da morte dos participantes, os investigadores pediram-lhes que usassem um acelerómetro para medir a atividade física continuamente, incluindo os mais pequenos movimentos.
 
A equipa recolheu dados relativos a sete dias de atividade física em cada participante, com os quais calculou a média de atividade diária de cada idoso. 
 
Os resultados foram medidos em termos de contagens por dia, tendo a média sido de 160.000 contagens por dia. Os idosos sem demência apresentavam uma média de 180.000 contagens por dia, enquanto os que tinham demência apresentavam uma média de 130.000 contagens por dia de atividade física. 
 
Foi apurado que os idosos que praticavam mais atividade física diariamente e que possuíam melhores competências motoras, tendiam a possuir melhores competências de memória e raciocínio.
 
A associação entre um maior nível de atividade física e melhores competências de memória e raciocínio não estava relacionada com a presença de biomarcadores de Alzheimer ou patologias relacionadas. 
 
A atividade física poderá constituir uma forma não dispendiosa de preservar a memória e raciocínio na população mais idosa, concluem os investigadores.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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