Animais de estimação podem fazer reduzir alergias e obesidade

Estudo publicado na “Microbiome”

11 abril 2017
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Um estudo conduzido por uma equipa de investigadores demonstrou que os bebés de famílias com animais de estimação poderão estar mais protegidos contra alergias e obesidade. 
 
O estudo da Universidade de Alberta, Canadá, revelou que os bebés expostos a animais de estimação (70% dos quais eram cães) evidenciavam níveis mais elevados de dois tipos de micróbios que estão associados a um menor risco de obesidade e alergias e um sistema imunitário mais forte.
 
Anita Kozyrskyj, epidemiologista da área da pediatria e uma das mais conceituadas investigadoras de bactérias intestinais explicou que “existe definitivamente um espaço de tempo decisivo em que a imunidade e micróbios intestinais se codesenvolvem e em que perturbar este processo resulta em alterações na imunidade intestinal”. 
 
A investigadora e equipa trabalharam com amostras fecais de bebés registados no estudo do Desenvolvimento Longitudinal do Bebé Saudável Canadiano (“Canadian Healthy Infant Longitudinal Development”), que conta com 20 anos de investigação e demonstra que as crianças que crescem com cães revelam menores índices de asma. 
 
A teoria subjacente é que se se expuser a criança à sujidade e às bactérias desde uma altura inicial da vida, como a que se encontra no pelo ou patas de um cão, esta desenvolve imunidade desde cedo. No entanto, os investigadores não sabem exatamente se o efeito ocorre devido às bactérias nos animais ou se é transferida por humanos ao tocarem nos animais.
 
Neste estudo, a equipa descobriu que a exposição a animais de estimação ainda no útero ou até aos três meses após o nascimento, faz aumentar em duas vezes a quantidade de duas bactérias: a Ruminococcus e a Oscillospira, que estão associadas a uma maior proteção contra as alergias e a obesidade na infância, respetivamente. 
 
A autora principal do estudo adiantou ainda que a exposição a animais de estimação afetava o microbioma intestinal indiretamente: do cão para mãe e desta para o feto. 
 
O estudo demonstrou ainda que o aumento da imunidade ocorria mesmo em situações que reduzem a imunidade como o parto por cesariana em vez de vaginal, toma de antibióticos durante o parto e falta de amamentação. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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