Análise ao sangue mede proteínas que revelam a idade

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

13 dezembro 2019
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Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford descobriu que, ao analisar 373 proteínas no sangue humano, consegue-se saber a idade da pessoa com precisão.
 
As proteínas são importantes para o funcionamento das células e através delas podemos medir o estado de saúde das pessoas, através das lipoproteínas, por exemplo. Contudo, não se tem estudado como as proteínas mudam com a idade, podendo até ser a causa do envelhecimento.
 
Para este estudo foi analisado plasma de 4.263 pessoas entre os 18 e os 95 anos e foi observado que o envelhecimento não acontece continuamente, mas sim em três picos do ciclo de vida.
 
Aos 34, 60 e 78 anos, em média, é quando parece haver um maior número de mudanças em várias proteínas. Os níveis das proteínas estão estáveis e, de repente, sobem ou descem nestes picos da juventude, meia-idade e velhice.
 
Os investigadores construíram um relógio biológico ao analisar os níveis de proteínas de grupos de pessoas, em vez de indivíduos. Mediram os níveis de quase 3.000 proteínas e descobriram um grupo de 373 suficiente para prever a idade dos participantes com precisão.
 
Contudo, encontraram algumas divergências: algumas idades cronológicas e fisiológicas não condiziam se os participantes tivessem uma condição física bastante boa para a idade avançada que tinham.
 
O estudo reforça ainda que os homens e as mulheres envelhecem de maneira diferente. Das proteínas identificadas como se alterando com a idade, 895 eram significativamente mais preditivas para um género do que para o outro.
 
Esta análise pode ser uma nova ferramenta na investigação para identificar indivíduos com um maior risco de Alzheimer ou doenças cardiovasculares associadas à idade, assim como na investigação sobre alimentação que atrasa o envelhecimento.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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