A caminho de um diagnóstico e tratamento mais simples do cancro

Estudo publicado na revista “Analytical Chemistry”

27 novembro 2018
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Segundo uma equipa de investigadores, o diagnóstico, tratamento e monitorização do cancro poderão, futuramente, ser mais simples e menos invasivos.
 
Com efeito, Ryan Kelly, docente de química na Universidade Brigham Young, conduziu um estudo que pode abrir caminho ao fim do esgotante e intrusivo mundo das biópsias e das punções. 
 
Com este estudo, o investigador espera que se torne possível diagnosticar, monitorizar e definir tratamentos apropriados para cada paciente através de uma simples análise ao sangue.
 
Conhecer os tumores, incluindo as proteínas presentes e os níveis das mesmas pelos médicos é extremamente vantajoso para a criação de tratamentos para os pacientes com cancro.
 
A equipa de Ryan Kelly procurou, assim, isolar células tumorais circulantes (CTC) do sangue e identificar as proteínas presentes.
 
A técnica da equipa emprega uma nova tecnologia, conhecida como “nanoPOTS” (“nanodroplet Processing in One pot for Trace Samples”), baseada no processamento de nanogotículas que consegue captar mais informação sobre as proteínas a partir de uma única célula.
 
As CTC são células extremamente raras que se libertam de um tumor e circulam pelo corpo, atuando como sementes de novos tumores em órgãos distantes. Para conhecer a constituição proteica de uma amostra de tecido ou sangue, costumavam ser necessários milhares de milhões de células. Sendo as CTC tão raras, não se conseguia estudar as suas proteínas. 
 
Ryan Kelly explicou que a única coisa que era possível fazer com as CTC era contá-las, o que normalmente seria correlacionado com o cancro. “Mas não é sempre eficaz”, disse. A ser possível medir as proteínas nas CTC, os médicos ficam melhor equipados para saber o que funciona num determinado tratamento e modificá-lo se necessário.
 
O estudo de proteínas a partir de uma única célula já existe, mas temos que saber o que procuramos, acrescentou o investigador. A equipa está a catalogar o máximo de proteínas possível a partir de células únicas sem ter primeiro que ir buscar o que procura. 
 
Com isso, os investigadores esperam que as CTC sirvam eventualmente como “biópsia líquida” que forneça informação tumoral a partir de uma simples análise ao sangue.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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